12/13/2006

Susto

Estava eu "vasculhando" os blogs de amigos, quando me deparo com algumas palavras que me soaram familiares:

Todos dizem que conhecem
mas ninguém sabe explicar
o sentimento inseguro
que nos faz amar.

Amor sem dúvida,
complexo.
Amar,
ato,
efeito,
reflexo.

E tudo perde o brilho,
e tudo perde a cor,
só não perde o sentido,
pois não há sentir
sem amor,

E não se descreve
o ser,
o existir.
Pois não há homem
que descreva o
amor sem sentir.


Descobri que este poema é eu, e que jazia em minha memória.

Agradeço a Andressa por ter me feito lembar.

Hoje não gosto muito desse poema não. Pude perceber que as coisas "evoloem".
Modestia a parte, acho que evoluí, pelo menos poeticamente.
Mas até que o poema é bonitinho...
achei que valia registrar.

O mundo perfeito



Tenho lido bastante. Aliás, a leitura foi (e é) uma atividade muito presente em minha vida.
Ultimamente minhas inspirações estão em trechos de livros. Desta vez compartilho um trechinho de um livro que li a primeira vez em 2003, e resovi lê-lo novamente este ano.
"Dentro do globo de neve na escrivaninha do meu pai havia um pingüim usando um cachecol listrado de vermelho e branco. Quando eu era pequena, meu pai me punha no colo e pegava o globo de neve. Virava-o de cabeça pra baixo, fazendo toda neve se acumular na parte de cima, depois o desvirava depressa. Ficávamos os dois olhadoa neve cair suavemente em volta do pinngüim. Eu pensava que o pingüim estava sozinho la dentro, e me preocupava com ele. Quando disse isso ao meu pai, ele respondeu:" Não se preocupe, Susie; ele tem uma vida boa. Está preso dentro de um mundo perfeito."


Uma vida Interrompida: memórias de um anjo assassinado.
Alice Sebold
Isso por algum motivo bastante evidente, me fez pensar no caos em que estamos vivendo. E não é que pensei nisso o dia todo?!

12/11/2006

A gente aprende...

Ao ler o post da Carol em que dizia que "demora, mas a gente aprende", lembrei de um texto de Willian Shakespeare que certa vez trasncrevi para meu caderninho de manuscritos.
Esse post que aqui escrevo, talvez sirva de complemento às palavras de Carol, que para mim desfrutou da mesma inspiração ou sabedoria de Shakespeare ao concluir as mesmas coisas. (Demora, mas a gente aprende). Ou talvez as conclusões dela complementem as conclusões dele, ou vice-versa.
Mas na verdade, as conclusões chegadas nos dois textos serviram de consolo. E é claro, serviram como desabafo para quem as escreveu.

Compartilho com vocês, leitores, uma anotação que fiz em meu caderninho. Pensamento que não pensei, mas que gostaria de ter pensado. Então fiz o favor de apenas concordar.


Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar a alma. E você aprende que amar não significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
(...) E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas não se importam. E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo apesar de longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitem escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendermos que os amigos mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer alguma coisa, ou nada, e ter bons momentos juntos.
(...) Começa a aprender que não deve se comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser e que o tempo é curto. Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo; mas se você não sabe pra onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter responsabilidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.
(...) Aprende que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mais isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi rompido; o mundo não pára para que você o concerte. Aprende que o tempo não é lago que possa voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é fortee que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.
Nossas dádivas são traidores e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

12/08/2006

The children of man...



... ou Filhos da Esperança, em Português.

Sextas são sempre ótimas para quem gosta de ir ao cinema.

Quem acompanha o blog viu meu desespero no post de ontem ( quem não acompanha, o post está logo ali embaixo), em que dizia que não tinha nenhum filme que me despertasse a atenção. Então fiquei na expectativa por esta Sexta. (Para quem não sabe, Sexta é o dia em que os filmes são trocados)

Fui ver Filhos da Esperança. Gostei. E recomendo.