3/12/2007

..."A minha vontade era também a de descobrir seus sentidos; a de esperar o seu tempo, de te esperar "...

3/11/2007

A vontade e o tempo

A minha vontade
era a de mudar a vontade dos outros
de mudar o pensamento dos outros
de mudar o olhar dos outros.


A minha vontade
era também a de descobrir seus sentidos
a de esperar o seu tempo
de te esperar.

Estas vontades ainda são.
não eram,
porque são teimosas
e não saem de mim
por mais que eu queira não querer.

Por mais que me doa te ver passar
ainda tão distante
e que aquelas nossas musicas
não toquem mais
as vontades são constantes.

Vontade de mudar
Vontade de entender
Vontade de ter vontade.

Porque a maior vontade de todas
É ver acontecer,
É de cantar sem dor,
É não desconfiar
É não temer.

Vontade de esquecer
Vontade de sentir
Vontade de querer

Vontade de ver uma parte de mim
Uma pequena grande parte
viver novamente.

3/09/2007

Trovoada # 7



Contra a Futilidade
Resolvi aderir a campanha contra a futilidade que a Carol levantou. Nossos pontos de vista são iguais ou parecidos em muitas áreas, então resolvi apoiar minha parceira com alguns outros pensamentos relacionados ao assunto.

É incrível como minha paciência tem sido testada com bastante freqüência, porque se tem alguma coisa que me irrita é o ato, o efeito e a conseqüência de um ser fútil. Acredito eu que a futilidade não é apenas a preocupação com o próprio exterior mas também com o exterior alheio (e esse é um nível mais elevado dos sintomas). A conseqüência disto varia entre os comentários maldosos e os elogios falsos. Lembrando que geralmente os comentários são feitos “pelas costas” e os elogios são notavelmente acompanhados com aquele olhar de inveja. Um exemplo disso seria:

-“Nossa, que blusa linda! Vou ‘roubar’ ela pra mim!”

Um ser fútil sempre pensa em como ele ficaria mais bonito do que você.

Outro sintoma da futilidade é a preocupação evidente na declaração de status. O indivíduo infectado acha bonito dizer o que tem e ainda pode tentar utilizar este método da declaração como ferramenta de conquista. O exemplo clássico seria:

-“E ai, vamos dar uma voltinha no meu Classe A?”

Mas geralmente só conquistam pessoas com o mesmo problema, já que elas facilmente se deixam encantar com nomes/marcas de grande importância ($)

Existe também aquela futilidade que geralmente apresenta seus sintomas disfarçada pela “vaidade em excesso” . Facilmente detectada quando um individuo resolve usar um salto “quilometricamente alto” no meio do mato. Acreditem em mim, já presenciei uma cena destas!

Volto a dizer que o que me incomoda é a preocupação EXCESSIVA com a aparência e consequentemente o medo do que “os outros vão pensar”.

É por isso que acredito que a preocupação com o interior deve vir em primeiro. É ela que faz a diferença. Com salto ou sem, é a beleza interior que conta.

Beleza que não tem reflexo, beleza que não passa batom, beleza que não torce o pé, beleza sem decote... Beleza simples e linda. É esta que me preocupo em ter.

Abaixo a Futilidade!



3/06/2007

Dono do infinito


Depois de muito tempo
após longo pensar
quão grande é o céu?
Quão imenso é o mar?

E me vejo refletindo
o perigo de existir
quem sabe por onde indo?
Quem sabe por onde ir?
Ecoam tais perguntas
em silêncio infinito
flutuam pelo vento
e caem no a
...................b
......................i
........................s
..........................m
.............................o

E mesmo depois de tanto pensar
não consiguindo medir
o céu
o mar

Que tarefa mais injusta
e complicada.
Não haveria por ventura
tarefa mais ajustada?

É coisa de doido
e bastante banal
por no infinito
um ponto final!

E novamente
ponho-me a pensar
-"que versos tristes
estou a rimar!"

São rimas completas,
rimas imperfeitas.
A mais incorreta escansão,
são versos de amor perdido
traduzindo a solidão.

Quão grande é o céu?
Quão imenso éo mar?
Novamente
me pego a pensar

São mil pensamentos.
Pensamentos infindos.
Quem sabe por onde ir?
Quem sabe por onde indo?

E não se vai a lugar algum
E nem ao menos paro de pensar
Quão grande é o céu?
Quão imenso é o mar?

E não encontrando resposta
para tal pensamento
me torno rosa num instante
e me desfaço com o vento.