Esses dias me peguei pensando no lado brega da gente. Aquele lado que nos permite cantarolar os clássicos de Roberto Carlos e chorar escutando as canções românticas de Zezé de Camargo & Luciano (ou vai me dizer que nunca na vida você escutou “É o amor” achando que a musica diz tudo o que queria dizer?!) O lado brega da gente é sensível, até porque ser sensível é brega. A “bregalidade” faz bem pra alma, pro coração. Faz um bem danado pra gente.
Você, leitor, há de concordar comigo que chorar num filminho triste é uma delicia; que as novelas do Manoel sempre mechem com as nossas emoções; que a final do BBB é imperdível; que a gente sempre gosta de poesia sobre amor; que a gente sempre tem uma música brega que diz tudo sobre a nossa vida (ou então do que gostaríamos de viver); que chorar em casamento é a coisa mais natural do mundo; que guardar um ursinho de pelúcia é lembrar de alguém muito querido...
Aí quando você entende que ser brega é gostoso, tira aquele CD da Marisa Monte dos fundos do armário e passa o dia todo com “Amor, I love you” na cabeça, principalmente com os “uh’s” do back vocal (tem coisa mais brega que isso?); começa a reler aquele romancesinho água-com-açúcar até rolar a primeira lágrima, aí você percebe que Marisa Monte e romance água-com-açúcar é de mais para um dia só. Passa a vez para os sambinhas de Vander Lee e suas baladas românticas que aquecem o coração.
E sim, é o meu lado mais brega que escreve este texto, até mesmo como um incentivo à breguice (moderada, claro). Porque ser brega é uma delícia.
E sim, é o meu lado mais brega que escreve este texto, até mesmo como um incentivo à breguice (moderada, claro). Porque ser brega é uma delícia.
