12/15/2007

Nunca subestime uma mulherzinha

Como comentei no post anterior, quero falar da ótima surpresa que tive no aeroporto de BH. Como de costume, fui à livraria em busca desses livros que costumo chamar de “livros de aeroporto”, esses livros que a gente gosta de ler só durante as longas viagens, pra passar o tempo. Foi então que me deparei com o livro “Nunca subestime uma mulherzinha”, de Fernanda Takai.
Da Fernanda conhecia as musicas e a seu trabalho como colunista semanal do Estado de Minas. Resolvi me aventurar em seus contos e crônicas.
Me surpreendi.
Ela tem um jeitinho simples que me deixou encantada. As coisas simples, na perspectiva da cronista, são mágicas. Li, e reli alguns contos mais de 3 vezes.
Foi uma leitura que me tirou risos escondidos no canto da boca, e algumas vezes, tive até que me controlar pra não rir alto demais e causar estranhamento na pessoa do meu lado.
Outras vezes fique com vontade de chorar. Tudo que é bonito tem lá sua pontinha de tristeza, como diria Ruben Alves.

Descobri também (claro que uma descoberta superficial), que eu e Fernanda temos mais coisas em comum, além do “estilinho”, como dizem por aí. E essas semelhanças vão da miopia até nossas “irritancias”.

É uma leitura tranqüila, descontraída e muito gostosa.

Recomendo.

Ps: Nunca subestime um livrinho de aeroporto.

12/13/2007

"Lar, agridoce lar"

A primeira viagem de hoje foi com destino ao aeroporto. O despertador tocava as 4 da madrugada, avisando que faltavam apenas meia hora para o taxi chegar. E outros 40 minutos para chegar lá.
O taxista era até muito simpático, mas bom humor a essa hora do “dia” é uma coisa que me irrita. Dei aquele sorrisinho falso, com a cara emburrada natural de todos os dias de manhã. “Bom dia, amigo, vamos pra confins.” Quarenta minutos estavamos lá, eu, minha mãe e as bagagens. Quantas bagagens... deu até preguiça.
Belo Horizonte-Brazilia-Belém-Altamira-Santarém-Trombetas. Finalmente, depois mais de 12 horas de viagem cheguei ao destino final. Porto Trombetas, “lar, ‘agridoce’ lar”.
Trombetas me deu boas vindas de forma inusitada, que não pude deixar de registrar.
Vou contar como é chegar aqui.

Tem que encarar um aviãozinho com barulho estranho, apertadinho, que desce e sobe um tanto de vezes, e quando sacode... enfim. Depois, a paisagem além de céu, é a floresta amazônica parecendo um tanto de brócolis e uns rios que fazem curvas em formas de veia. É até muito bonito, sabe? E o serviço de bordo funciona bem melhor do que muito restaurante por aí...

Aí pára em Altamira. Sobe. Desce em Santarém. Sobe. E desce em Trombetas.

O avião desce, e agente desce também. Aí vai respirar e sente o ar meio pesado, e o cabelo dobra o volume. Ah, esqueci de dizer que agente entra e sai pela porta trazeira do avião. Porque teoricamente, as malas saem pelas portas da frente.

Falei “teoricamente” porque o que aconteceu hoje foi que a porta do bagageiro não abriu. E a gente ficou lá esperando uma solução.

Abra-te cézamo! E nada...


Bom, aí resolveram que entrariam no avião e tirariam mala por mala, saindo pela portinha dos passageiros:

Olha o pesado!




E não é que flagrei minha própria mala!!!!


Que flagra!



Aí, depois de terem retirado tudo, o tratorzinho veio trazendo as bagagens até nós.



Antes tarde do que nunca.

E foi assim que cheguei aqui, embalada por boas leituras (que devo comentar num proximo post), com a maquina fotográfica do meu lado, e com uma pontinha de saudade.

12/08/2007

Então, é Natal?


O Natal chegou com suas luzes, iluminando as gotinhas de chuva.

11/07/2007

Regando sementes

Eis que de cada lágrima
fez-se o verso.
Verso do meu inverso.
Verso de cada canção.
Eis que da lágrima
brotou a semente
que tão somente
tão só
e penosamente
vingou a solidão.

E de lágrima pela metade
cada gota
cada chão,
a semente que é regada
jaz em meu coração.

Eis que da semente
brota uma pétala
e da pétala sai a flor.

É da flor que sai a lágrima,
uma pétala pra cada dor.

Vem o vento.
Arranca a flor.

Só eu sei
a semente que plantei.