4/15/2009

Os poema da gente

Tem gente que pensa
que um poema
é um problema.

Discordo e tenho dito!

Ema, ema, ema
cada um com seus
poema.

Candy eyes

Abro e fecho janelas
tentando por elas
ver-te
com olhos de quem,
em pleno flerte,
roubaria de ti um beijo
no desejo
de te saber.

Hora abro janelas.
Hora fecho todas elas.

Na ponta do dedo
teus olhos.
Antes não fosse
teu olhar de doce
a me olhar.
Antes não fosse alma.
Antes não fosse dor.
Antes não fosse janela
pra ver passar por ela
tamanho amor.

Antes fossem portas - teus, os meus olhos
abertos.
Escancarados.

Antes não fosse
teu olhar de doce
a me olhar.
Antes fossem portas
abertas
pro amor entrar.

Hora abro janelas...
Ora, abro todas elas!

4/13/2009

Moletom

O inverno ainda não chegou
E meu coração treme de frio
Aquele moletom vermelho
Sangra toda saudade.

Sua lembrança
Faz verão em mim.

4/12/2009

O primeiro beijo

Era um beijo que estava prometendo acontecer. Um beijo congelado no tempo. Um beijo que aguardava o momento certeiro. Olhos fechados e cabeças voltadas uma para outra. Entre elas o espaço de um tudo. Um universo prestes a expandir-se.

E num estalo, numa fração de um semi tempo qualquer, o beijo acontecia. Os corpos se encontravam na certeza de que além de bom era certo. Boca na boca, corações compassados e o mundo lá fora, parado, contemplando o encontro que não teve nenhum atraso. O tempo era de uma sincronia perfeita.

Para os dois não havia tempo ruim. Os olhos permaneciam fechados, como se ambos confiassem na bondade inexistente no mundo. O mundo era amor. E acreditavam, de olhos fechados ou mesmo quando os abriam, que foram feitos para o amor. Acreditavam na possibilidade de um amor novo. De um amor que cura e completa.

Se beijaram, enfim. Os corações pararam, mas continuaram vivos.

Foto: Pipa Cavalcanti