11/30/2008

Piano



Como se faz
Canção em notas
De cor
Espirais
Semitonados
Em dor?
Como toca tais notas
Em meu peito
Notas que se abrem
Em pranto?
Esplendor?
Como fazeis compasso
Do que eu faço
Em pensamento?
Serão tais notas
Tão sublime alimento?
Ai de minha alma
Que não se acalma
E vive de dor
Ai de minha alma
Que enlouquece
Para morrer de amor.
Ai que meu choro
É canto
E, no entanto
Não pode ser
Que de tão sublime o som
Fez-me querer viver.


(Ao som de Heloísa, de Chiquinha Gonzaga)

Novidades



Como vocês podem ver, o Rimas está de cara nova. Mais bonito, mais agradável de olhar. Tem novidades por aqui. No cantinho "Passe os olhos" vocês poderão passear por novas paisagens. Isso! Os links estão atualizados e tem muita coisa legal por lá.
Sintam-se livres. A casa é nossa!
Espero que tenham gostado

11/28/2008

Manutençao!



O Rimas está passando por reformas.
Mas continua funcionando para garantir a comodidade dos leitores =)

11/23/2008

Dora camaleoa



Dora cresceu pequenina
Como quem para sempre
Seria menina.
E foi.
E é.
Mas Dora mesmo pequena,
Menina sabida
Sabe quem é.
As vezes, sim
Dora questiona
As dores do mundo
A grandeza do amor,
Mas Dora,
Ela mesma,
Sempre Dora,
As vezes adora
Trocar de cor.
Dora camaleoa
Mimetismo orquestrado
Do verde, cansa Dora
Que dança sobreo tom
alaranjado.

E Dora, toda prosa,
De menina fez-se rosa.
Depois enrubescendo a face
Num disfarce
Meio anil
Dora fez careta
Vestiu-se violeta
E olhou meio de lado.

Depois Dora anoiteceu
E vestindo-se de breu
Ascendeu as estrelas.
Cintilante
Dora, elegante
Foi se deitar.
E finalmente,
Transparente e
Cristalina
Dora Menina
Carente de toda cor
Pergunta ao infinito
Que cor se veste o amor?