3/30/2009

Give Bisos a plataform

Pipa e Bisos sempre se divertem.

Pipa e Biso, Maior, ou Menor, quase sempre acertam o tom.

Pipa e Bisos sempre comemoram.

E foi assim que comemoramos o seu aniversário, Biso. Tocando chorinho, mas rindo bastante.

So give us a plataform!

=)

3/05/2009

Ventilador


Ligo o ventilador na velocidade 3. Abro as janelas e as portas. Espero pela circulação de uma brisa gostosa que costuma atingir o nono andar. Nada. O calor chegou. Trouxe um mau humor, uma gripe, uma febre latente, algumas alergias e irritancias.
O verão existe para que eu sinta saudade do inverno. No inverno eu não tenho saudade do verão. No verão até a preguiça fica ruim. As musicas não soam tão clássicas. O charme, o encanto, o olhar misterioso se perdem. No verão as coisas ficam muito mais à mostra. Não há mistério.
À noite houve uma ameaça de chuva. O céu carregado, raios, trovões, vento forte. Corri para fechar as janelas (mas o que eu queria mesmo era que molhasse tudo!), mas não choveu. Correndo, fui logo abri-las novamente.
O Sol, o efeito estufa, a inversão térmica poderiam tanto dar uma trégua. Calor é bom no coração. E lá não precisa de sol pra esquentar.

2/20/2009

Tu e Eu

Ó imensurável Eu que tanto queres! Esse Eu sem dono que te encantas. Esse Eu que já não é somente o teu e que não é Eu. Aquele Eu que há muito foge de Tu que sabes de todas as dores do mundo. Deste mundo de umbigos.
Ó tão complexa pessoa que passa por Eu despercebido! Não vês por ventura a dúvida do ser? Tu que és tão Eu... Eu que sou tão Tu. Quase sempre tão nós. Sabes Tu as dores de teu Eu? Segredos guardados, amarrados, engolidos, sofridos e aceitos. Aceitaste Tu então as fraquezas de Eu?
Tu que te conheces, que sonhas todos os sonhos do mundo, que carrega teu umbigo, não cansas, em algum momento, de seres tão só? Ó conhecimento ingrato! Conhecimento vão! Pois Tu que conheces a ti mesmo não conhecestes Eu. Pobre Eu que não conheces Tu.
Ó incompletude pagã que não se satisfaz! Satisfaria Tu? E Eu? Servir-te-ia Eu?
Ó incompletude divina que a Eu tanto inspira! Faça-te forte! Mais incompleta ainda ao ponto de querer Tu usar Eu. Usar-te-ia incompletude, Eu por amor?
Ó tão complexo Eu que tanto queres! Esse Eu de vontades, de desejos passageiros e vastas paixões. Esse Eu de música, poesia e máscaras que te encantas... Cantarias Tu uma canção? Far-te-ia versos? Disfarçaria Tu a face?
Percebes que Eu à Tu não pertence. Percebes que Tu não queres tanto Eu assim. Tu que és forte, de fala prepotente, conhecedor das eloqüências não poderias querer Eu. Eu que sounsimples, de fala rastejante e um tanto egoísta. Eu não quis saber de Tu.Não caberias Tu em Eu.
O que te resta? O que te importa se Tu já não olhas mais para Eu?
E Eu?
Foste embora, ó Eu desmerecido - pois Tu sabes quem és, Tu reconheces teu lugar- voltaste para casa, recitastes teu pronome sempre convicto de tua voz. E ainda dizes, ó Eu, que um dia as primeiras pessoas serão as ultimas... As ultimas.

1/31/2009

Vinte e Três


Eu não tenho idade
não tenho nome
sem vaidade
Sem fome.
Eu não acredito
não sei
não repito
dancei.
Danço mal
Danço como ninguém
Sou fatal
Mas sou do bem
Sou leve
Devagar
Sou breve
Mas posso ficar
Sou de vento
Sou de cor
Um momento
Por favor.
Sou alma
Desvirada
Pelo avesso
Sou menina
Desde sempre
Do começo.
Sou de ferro
E de pó
Sou poeira
Sou um nó.
Sou de brisa
Sou de morte
Sou um vento
Muito forte.
O sol
Lá bem longe
Si eu puder chegar
Do mundo
Faço morada
Remando por todo mar.
Mas eu não tenho idade
E posso ser breve
vaidade?
Sou pluma
De tão leve.