11/23/2008

Dora camaleoa



Dora cresceu pequenina
Como quem para sempre
Seria menina.
E foi.
E é.
Mas Dora mesmo pequena,
Menina sabida
Sabe quem é.
As vezes, sim
Dora questiona
As dores do mundo
A grandeza do amor,
Mas Dora,
Ela mesma,
Sempre Dora,
As vezes adora
Trocar de cor.
Dora camaleoa
Mimetismo orquestrado
Do verde, cansa Dora
Que dança sobreo tom
alaranjado.

E Dora, toda prosa,
De menina fez-se rosa.
Depois enrubescendo a face
Num disfarce
Meio anil
Dora fez careta
Vestiu-se violeta
E olhou meio de lado.

Depois Dora anoiteceu
E vestindo-se de breu
Ascendeu as estrelas.
Cintilante
Dora, elegante
Foi se deitar.
E finalmente,
Transparente e
Cristalina
Dora Menina
Carente de toda cor
Pergunta ao infinito
Que cor se veste o amor?

5 comentários:

Anônimo disse...

Que lindo!!! Me identifiquei demais com esse poema. Amei Amei Amei

Ana Elizabeth, João Pessoa - Paraíba - Brasil!

Carolina Vilela disse...

Amei essas rimas, Pipolina. Vc tem a poesia solta e doce na ponta dos dedos. Escreva mais e mais. É sempre um prazer vir aqui e ler os seus versos encantados.

:)

Anônimo disse...

Que delícia essa poesia, Pipa.
Vc ainda não me respondeu se a "Margarida" é da sua autoria ou se vc a transcreveu, hein...

Seu blog tá super legal.
Parabéns
Viviane

Eneida disse...

Que lindo!
Muito legal mesmo!
Beijo.

Luciano Maia disse...

Delicioso o poema!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nossa, saboreei cada verso como se fosse uma fruta madura. Terminei com coração e dedos lambuzados e gostinho de quero mais...rs