9/27/2006

All-star bom é All-star sujo








Por quantos caminhos passamos juntos,
por quantas águas
e terra de chão.
Quantos tropeços
e pedras chutadas,
quantos abraços
e apertos de mão

Quantas viagens dentro da mala,
viagem de barco ou de avião.
Quantos passos andamos juntinhos
debaixo da chuva e do trovão

És o mesmo sempre
depois de quatro, cinco ou seis
verdes, pretos, vermelhos
Cada um de cada vez

Tão guerreiro e tão simples
de solado tão usado.
Da sujeira faz-se o verso
e do cadarço desfiado

Só não fomos até o céu,
embora tenhamos ido em sonho
com passagem de papel
num cometa bem risonho

E no céu, infinitas estrelas.
Todas elas a brilhar
Sendo minha favorita
meu velho, sujo e imundo
Tênis all-star

3 comentários:

Cristina Cury disse...

Pipa, vc tão jovem, mas inteligente o suficiente para escrever poesias que encanta, divertem, e...dizem a verdade da realidade.
É um prazer tê-la como amiga.
Sucesso!

Júlia disse...

Pipa é realmente muito talentosa! Sabe combinar as palavras com a expressão do seu sentimento, ou da sua indignação, como no caso da " piada do momento". É mesmo ótima!

Carol Vil disse...

Amei a poesia do Allstar! :) E vc sempre com as figuras das estrelas. Lindas as suas poesias.

MAIS! MAIS!