3/06/2007

Dono do infinito


Depois de muito tempo
após longo pensar
quão grande é o céu?
Quão imenso é o mar?

E me vejo refletindo
o perigo de existir
quem sabe por onde indo?
Quem sabe por onde ir?
Ecoam tais perguntas
em silêncio infinito
flutuam pelo vento
e caem no a
...................b
......................i
........................s
..........................m
.............................o

E mesmo depois de tanto pensar
não consiguindo medir
o céu
o mar

Que tarefa mais injusta
e complicada.
Não haveria por ventura
tarefa mais ajustada?

É coisa de doido
e bastante banal
por no infinito
um ponto final!

E novamente
ponho-me a pensar
-"que versos tristes
estou a rimar!"

São rimas completas,
rimas imperfeitas.
A mais incorreta escansão,
são versos de amor perdido
traduzindo a solidão.

Quão grande é o céu?
Quão imenso éo mar?
Novamente
me pego a pensar

São mil pensamentos.
Pensamentos infindos.
Quem sabe por onde ir?
Quem sabe por onde indo?

E não se vai a lugar algum
E nem ao menos paro de pensar
Quão grande é o céu?
Quão imenso é o mar?

E não encontrando resposta
para tal pensamento
me torno rosa num instante
e me desfaço com o vento.

3 comentários:

Ana Carolina disse...

Ah! Eu amo esses trechos com poesia concreta (a parte do abismo). Excelente idéia, Pipolina. Como eu queria ter pensado nisso antes!! :)

MAIS!!

Ricardo Moraleida disse...

""Deixa-me, fonte!" Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Cantava, levando a flor.

"Deixa-me, deixa-me, fonte!
" Dizia a flor a chorar:
"Eu fui nascida no monte...
"Não me leves para o mar"."

...

alguma semelhança?

Bruno Moraleida disse...

eu nunca sei comentar nas poesias... =/